Um ano de leituras
Listinha comentada do que andei lendo
“Na ocupação de romancista, até onde sei, não existe isso de vencer ou perder. Talvez o número de exemplares vendidos, prêmios recebidos e elogios da crítica sirvam como parâmetros externos para a realização literária, mas nenhum deles importa de fato. O crucial é que o que você escreve atinja os padrões que estabeleceu para si mesmo.”
— Haruki Murakami, Do que eu falo quando falo de corrida
Essa edição tá quase dois meses atrasada, mas sou brasileiro e não desisto nunca e o ano só começa depois do Carnaval.
Aqui vai a lista (brevemente comentada) dos livros que li em 2025:
Na luz selvagem, de Jeff Zentner. Me apaixonei pela escrita desse cara em poucas páginas, assim como pela forma como ele trata seus personagens adolescentes.
Dias de despedida, de Jeff Zentner. Não tão bom quanto o anterior, mas também com muito coração. Curiosidade: o autor viveu um tempo no Brasil e já respondeu meus posts com “Obrigado, cara!” duas vezes. Um querido.
O aprendiz de assassino, de Robin Hobb. Se tem protagonista que conversa com animais, tem minha leitura.
Amanhecer na Colheita, de Suzanne Collins. 1000 estrelas. Nenhum livro dessa mulher é por acaso.
Alerta vermelho, de Martha Wells. Gostei do livro, mas não gostei da série de TV. Quero ler as sequências — em parte porque a escrita é brilhante, em parte porque as edições da Aleph são um colírio pros olhos. Edit: a editora mudou a estética da coleção no 4º livro e eu estou em luto.
A corrida de escorpião, de Maggie Stiefvater. Cavalos fofos, cavalos d’água carnívoros, aventura das boas e um romance slow burn que te dá vontade de aprender a escrever igual. Um dos livros do ano que mais permaneceu comigo depois da leitura.
Música lenta, de Rainbow Rowell. Queria ter lido esse livro antes de ter escrito Eu sei que vou te ver amanhã, porque aprendi um monte sobre como desenvolver um romance ao longo dos anos. Um favorito do ano, com certeza.
O Clube do Pesadelo, de Bianca da Silva e Denise Flaibam. Stranger Things com gostinho de Brasil!
A Longa Marcha, de Stephen King: LIVRAÇO que deu origem a um FILMAÇO.
Story, de Robert McKee. Levei meses pra terminar esse, mas tem lições valiosas pra escritores que, assim como eu, tá dando seus primeiros passos na escrita de roteiro.
Impostora, de R.F. Kuang. Esse, por outro lado, li em 3 dias, como fazem os jovens.
Supergirl: Mulher do Amanhã, de Tom King, Bilquis Evely e Matheus Lopes. Desenvolvi um hiperfoco na DC depois de assistir ao novo Superman. Esse aqui, além de ter brasileiros entre os autores, vai ser a principal inspiração pro filme da Supergirl que chega em julho.
Supergirl: The Last Daughter of Krypton. Ainda hiperfocado.
Atmosfera, de Taylor Jenkins Reid. Amo Evelyn Hugo, Daisy Jones e Malibu Renasce, mas esse aqui não me pegou de jeito nenhum. Fica aqui o pedido de desculpas público à minha amiga Diana Kalaf.
Do que eu falo quando falo de corrida, de Haruki Murakami. “A maior parte do que sei sobre escrever, aprendi correndo todos os dias”, escreveu o autor. Ora, pensei, eu também quero saber essas coisas. Foi assim que comecei a correr. Ainda não tive tempo, nem perna, para aprender muito, mas aqui vai minha primeira descoberta: o tipo de pensamento que preciso ter para continuar correndo é da mesma natureza dos pensamentos que me incentivam a continuar escrevendo. É um tipo muito parecido de persistência.
23 minutos, de Waldson Souza. Amo os livros do Waldson, e, embora esse aqui não tenha me pegado tanto quando as ficções científicas dele, é uma história instigante que costura terror e suspense com uma trama de amadurecimento. Indico com tranquilidade pra todo mundo que gosta do gênero.
Como nascem os fantasmas, de Verena Cavalcante. As imagens que a Verena invoca com as palavras são impossíveis de desver.
Moeda de troca, de Lucas Mota. Que livro bom! Lucas mergulha fundo nos problemas socioeconômicos do Brasil e entrega uma trama que, mesmo cheia de elementos mágicos, não poderia ser mais real.
Katábasis, de R.F. Kuang. Descidinha ao inferno e ótimo desenvolvimento de personagens.
Grão, de Johnatan Marques. As histórias do John são cheias de poesia e de personagens sinceros que você fica querendo abraçar.
Quem matou meu pai, de Édouard Louis. Que paulada. Essa é a minha resenha.
O Mar de Monstros, de Rick Riordan. Li por causa da 2ª temporada da série, mas preciso admitir: não gosto da série de TV de Percy Jackson. Quem sabe eu não escreva um longo desabafo sobre isso qualquer hora?
O outro lado, de Fabio Brust. Sou fã de longa data do Fabio, e o que ele faz nesse livro é brilhante! Tive a oportunidade de ler a versão em novela, depois a versão em romance, e dar meus pitacos sobre as duas. Ter amigos escritores é assim.
Três luas, de Mar Oliveira. Prato cheio pra quem gosta de fantasia. A autora é minha editora na Fissura e me convidou pra escrever um blurb!
O som do passado, de Mateus L.P. Santos. Mais uma leitura beta e mais um blurb! Adorei a forma com o Mateus fala sobre trauma, memória e o poder transformador do perdão.
Arte e medo, de David Bayles e Ted Orland. Um pouquinho de incentivo pra continuar criando.
Foi acabar bem na nossa vez, de Mariana Brecht. Ficção climática das boas, com protagonistas cheios de química. Amei conhecer a escrita da Mariana!
Fazer esse listão me fez refletir que essa é uma newsletter que devo construir ao longo do ano e não toda de uma vez.
Tivemos alguma leitura em comum em 2025? Me conta respondendo o e-mail ou nos comentários do post.
Antes de ir…
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Que honra estar nessa lista! Me interessei por vários dos livros 😃
Mtooo bom! Adoro esse tipo de leitura e descobri coisas novas com essa lista! Obrigada